Acesso ao ensino superior no Brasil não está compatível com os padrões internacionais

O acesso ao ensino superior continua muito restrito para os brasileiros.

Educação

O instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou nesta quarta-feira (06) dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, que analisa as condições de vida da população brasileira. Os dados divulgados apontam que o acesso ao ensino superior continua muito restrito, estabilizado em 32,7% dos jovens de 18 a 24 anos estudando. Esse número é abaixo dos padrões internacionais.

Em entrevista a Agência Brasil, Betina Fresneda, pesquisadora do IBGE que integra a coordenação de Educação do SIS, afirmou que o acesso a nível superior no Brasil é não é competível com os números de outros países. Segundo a pesquisadora, as metas do Plano Nacional de Educação estabelecem para 2024 a proporção de 33% dos jovens cursando a faculdade na idade correta, enquanto em 2018 a taxa foi de 23,1%.
 
“A gente tem um residual da população jovem com ensino superior relativamente baixo, a gente tem que aumentar muito ainda a entrada dos jovens no ensino superior, não temos um padrão compatível com o padrão internacional, apesar de já ter garantido o acesso universal na educação básica”, argumentou.

A matéria da Agência destacou que na faixa de 6 a 10 anos e de 11 a 14 anos, o acesso está praticamente universalizado, com 99,6% e 99,1% das crianças na escola. Já no ensino médio, com idade de 15 a 17 anos, a frequência cai para 88,2%, um leve aumento na comparação com 2016, quando 87,2% dos jovens nessa idade estavam estudando. De acordo com Betina, há 1,2 milhão de jovens de 15 a 17 anos fora da escola.

“O Brasil universalizou o acesso ao ensino fundamental só na década de 1990, vários países da América Latina já tinham passado por esse processo de expansão do sistema de ensino antes. Isso se reflete num atraso para você superar mais rapidamente essas defasagens de nível de instrução”, disse.

Nos indicadores sobre acesso à educação, a pesquisa mostra que 27,6% tinham alguma restrição em 2018. São consideradas aqui crianças e adolescentes de 6 a 14 anos que não frequentam escola, pessoas com mais de 15 anos analfabetas e maiores de 16 anos sem o ensino fundamental completo.

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