Cárcere feminino: 80% das mulheres presas no Brasil são mães

Elas também correm o risco de serem condenadas à perda definitiva da guarda dos filhos, caso não tenham com quem deixá-los.

Brasil

Foto: Arte / O Globo

Uma reportagem feita pelo O Globo aponta que das 43.562 mulheres presas no Brasil, 80% são mães. A separação dos filhos é a pena mais dolorosa, quanto mais por correrem o risco de serem condenadas à perda definitiva da guarda, caso não tenham com quem deixar a criança.

O crescimento do número de encarceramento feminino é alarmante. No início dos anos 2000, eram menos de seis mil mulheres presas, o que em 16 anos, o número aumentou 656%, enquanto o número do crescimento de homens presos, foi de 293%.

O fenômeno tem como uma das causas principais é a própria condição feminina. De acordo com a reportagem, “seis em cada dez mulheres estão presas por tráfico de drogas, e essa relação muitas vezes começa com um namorado traficante”.

Entre os dados apresentados, o “tráfico de drogas e condutas afins” é um dos crimes mais comuns, e a razão que levou quase 64% das mulheres para de trás das grades. Os perfis mais recorrentes são de mulheres com instrução de nível baixo e com ensino fundamental incompleto.

O Jornal O Globo produziu uma série documental sobre a situação do sistema prisional brasileiro, passando por assuntos como a superlotação carcerária, a violência dentro dos presídios, a solidão das mulheres, entre outros temas.

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