Menção a Bolsonaro no caso Marielle é arquivada

Aras classificou a divulgação do episódio como um “factoide”

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Foto: José Cruz / Agência Brasil

Augusto Aras, procurador-geral da República, afirmou nesta quarta-feira (30), que o depoimento do porteiro, que contou à Polícia Civil que um dos suspeitos de executar a vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes haveria ido à casa do Presidente Jair Bolsonaro no dia do crime, não condiz com as gravações do sistema de comunicação em poder das autoridades.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) foi arquivar a menção de Bolsonaro nas investigações do caso. Em entrevista à Folha de São Paulo, Aras afirmou que o episódio é um “factoide” e informou que remeterá o caso para o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro investigar.

De acordo com o procurador, o próprio Ministério Público fluminense, ao enviar o relato do porteiro ao Supremo, remeteu junto uma declaração da Câmara que atesta que Bolsonaro estava em Brasília no dia do crime, 14 de março de 2018, e no dia seguinte.

Além disso, segundo Aras, também foram enviadas ao Supremo gravações de ligações entre a portaria do condomínio Vivendas da Barra e as casas apontadas pelo porteiro. “Não há menção ao presidente”, disse o procurador-geral.

O PRG continua ouvindo o restante das gravações dos outros dias, mas de acordo com ele, por ora não há indícios de envolvimento de Bolsonaro.

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