Ministro da Educação afirma que vai “atrás de zebra gorda”: salário de professor universitário federal

O Ministro também disse que cobrança de mensalidades nas universidades federais não resolveria o déficit orçamentário.

Educação

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse na última quinta-feira (26), durante o 21º Fórum Nacional da Educação Superior Particular, que o governo precisar ir “atrás de zebra gorda”: o salário de professor público federal.

A declaração foi dada pelo ministro ao defender que cobrar mensalidades dos alunos das universidades públicas seria uma “vitória de Pirro”, porque não resolveria o problema orçamentário da pasta, que, segundo Weintraub, o gasto com o ensino superior no país é “uma fortuna de dinheiro com uma pequena quantidade de pessoas”.

Cobrar mensalidade de quem pode pagar não vai resolver nada. Tenho que ir atrás de outros ganhos mais importantes, da zebra mais gorda que é o professor que tem dedicação exclusiva de 8 horas de aulas diárias e ganha de R$ 15 a R$ 20 mil por mês. São 300 mil professores. Faz essa conta”, disse o chefe da pasta.

O ministro ainda classificou a quantidade de servidores do MEC como um “exército” a ser enfrentado, tendo que combater, segundo ele, “doutrinação, metodologia de alfabetização totalmente errada”, dentre outras coisas.

Segundo Weintraub, no MEC, há “uma grande folha de pagamento de professor federal que cresce 8% ao ano acima da inflação” e disse ainda que uma das maneiras de reduzir os gastos com a folha de pagamento é com a adesão das universidades e institutos federais ao Future-se.

Na ocasião, foi defendido o modelo proposto pelo governo para o novo FUNDEB (Fundo de Manutenção para o Desenvolvimento da Educação Básica), que pretende ampliar de 10% para 15% do valor investido pela União.

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