MP-SP investiga como homicídios mortes em baile em Paraisópolis

A MP se referiu as mortes como homicídio, mas não responsabilizou a PM.

Policial

 (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

O Ministério Público de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 03, que as 9 mortes durante o baile funk em Paraisopólis, zona sul da capital paulista, na madrugada do último domingo, 01, serão investigadas como homicídios. As vítimas morreram durante uma intervenção da Polícia Militar na comunidade.

Durante coletiva de imprensa, o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, disse que designou “a promotora do júri para fazer a apuração a respeito dos homicídios que ocorreram em Paraisópolis”. Essa foi a primeira vez que um órgão se referiu às mortes como homicídio.

Apesar de citar como homicídios, o promotor afirma que não é possível apontar, até o momento, erros da polícia durante a intervenção.

“Vamos avaliar os protocolos, as condutas, para que a gente possa sugerir e propor para que a violência não tenha escalada. Que isso não se repita, que possamos encontrar caminhos de não violência”

O prazo de apuração do caso deve ser de 30 dias e está a cargo da promotora Soraia Bicudo Simões, do 1º Tribunal do Júri.

Duas versões sobre a ação

A PM alega que as 9 pessoas morreram por causa do pisoteamento após criminosos entrarem no baile atirando contra os policiais e causando tumulto. Os moradores afirmam que houve uma emboscada da polícia. 

As testemunhas negam a existência de tiros iniciais de supostos criminosos e relatam que os policias bloquearam o acesso à rua onde acontecia o baile, disparam munição não letal e agrediram os frequentadores com cassetetes.

As causas exatas das mortes dos nove jovens ainda devem ser esclarecidas por laudos de legistas. 6 polícias que participavam da ação estão afastados das ruas.

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