Navio grego é suspeito de derramento de óleo no Nordeste, suspeita PF

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro. Investigações apontam que vazamento ocorreu no final de julho.

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Foto: Lucas Landau/Reuters

A Polícia Federal deflagou nesta sexta-feira, 1º, uma operação para apurar origem do vazamento de óleo que, desde setembro, atinge prais de todos os estados do Nordeste. As investigações apontam que o derramamento teve origem em um navio grego na costa nordestina.

Segundo a PF, uma mancha inicial de petróleo cru em águas internacionais foi localizada a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira no dia 29 de julho deste ano. Essa descoberta ajudou a identificar um único navio petroleiro que navegou pela área suspeita na data provável do vazamento.

“A embarcação, de bandeira grega, atracou na Venezuela em 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. O derramamento investigado teria ocorrido nesse deslocamento”, afirma a Polícia Federal.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em uma agência marítima e na sede de representantes de uma empresa, ligados à proprietária de um Navio Marcante de bandeira grega. O nome da empresa responsável pela embarcação ainda não foi divulgado.

De acordo com a Marinha, que também colabora com as investigações, essa embarcação chegou a ficar detida nos EUA por quatro dias, devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar”.

A PF ainda diz que o navio grego está vinculado a uma empresa de mesma nacionalidade, mas ainda não há dados sobre a propriedade do petróleo transportado. Por conta disso, as investigações seguem.

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