PF cumpre 15 mandados de prisão de membros da facção responsável por ataques no Ceará

15 mandados de prisão de membros da facção responsável foram cumpridos pela PF

Policial
Caminhão de lixo incendiado em Iguatu.

Foto reprodução

Os 15 integrantes da facção que ordenaram e executaram ataque a torres de transmissão de energia em abril deste ano e ainda das recentes ações criminosas no estado.

Segundo matéria publicada pelo G1, a Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (26), 15 mandados de prisão preventiva e outros 14 mandados de busca e apreensão contra chefes de facções criminosas que ordenaram e executaram ataques no Ceará.

Os alvos, segundo o portal, são responsáveis por atacar, em abril deste ano, torres de transmissão de energia elétrica, na Grande Fortaleza, e cometer as recentes ações criminosas na capital cearense contra veículos, prédios públicos e estabelecimentos comerciais.

Chegando ao 7° dia de ataque, nesta quinta-feira(26), a nova onda de violência ocorre desde o dia 20 de setembro, totalizando pelo menos 75 ocorrências. Foram registrados incêndios contra coletivos, prédios públicos e privados e veículos particulares. A polícia já prendeu 63 suspeitos de envolvimento nos atentados.

Ceará tem ônibus e carros incendiados em onda de ataque que ocorre desde o fim de semana — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução
Ceará tem ônibus e carros incendiados em ataques que ocorre desde o fim de semana — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Em outra série de atentados, ocorrida no início deste ano, três torres de transmissão de energia elétrica foram atacadas em Fortaleza e Maracanaú, na Região Metropolitana da capital, no dia 1º de abril. Criminosos acionaram artefatos explosivos nas proximidades dos equipamentos, mas não houve comprometimento das estruturas.

PF afirma que as ordens partiram de presídios

Além do Ceará, a operação da Polícia Federal também é realizada em Pernambuco, onde foi preso, na quarta-feira (25), um homem de 45 anos, natural de Umbuzeiro (PB), integrante e fundador da facção criminosa responsável pelos ataques.

De acordo com as investigações, as ações criminosas foram praticadas sob determinação de chefes de facção que cumprem pena em presídios. As ordens eram planejadas por eles e executadas por outros integrantes da mesma organização criminosa que se encontravam em liberdade.

Os investigados responderão pelos crimes de dano, incêndio, participação em organização criminosa, dentre outras infrações.

Além da Polícia Federal, participam da operação o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público do Estado do Ceará, em conjunto com o Departamento Penitenciário Nacional e Secretaria de Segurança Pública do Ceará.

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